Tivemos uma conversa em família esse fim de semana.
Essas conversas pós perda de familiares, costumam ser meio complexas, mas chegamos ao veredicto que temos que dar valor as pessoas quando elas estão por perto; mas como fazer isso quando elas não estão tão perto assim..
Por exemplo, minha família é muito grande e existe um pouco de família em cada lugar, tenho uma prima que mora na Suécia, uma que mora em Natal, uma no Acre, alguns em Rubinéia, e uma grande maioria em São Paulo, como fazer pra demonstrar a todos que somos família e que tem uma coisa que nos une e que eu os amo por isso; temos o mesmo sangue nas veias, somos GOMES.
Tenho família que não conheço e que minha filha talvez quando crescer encontre-os em algum shopping ou coisa assim e nem saibam que são da mesma família, isso não deveria acontecer, mas infelizmente acontece.
Perdi um primo que eu gostava muuuuito, que trabalhou um tempo com meu pai e brincávamos muito, mas o tempo nos afastou, e não consigo me lembrar claramente nossa ultima conversa, o último abraço que lhe dei e o mais triste, os filhos dele nem me conhecem, acho que me viram chorando em seu velório e pensaram, porque essa louca está chorando por causa do meu pai, eu nem conheço ela.
Existem coisas na vida que temos que refletir e pensar e hoje são tantas formas de comunicação, que as vezes não conseguiremos dar um abraço em todos, mas existe orkut, msn, blog, twitter, facebook, quase todo mundo tem, o que vale é a intenção, as vezes um "abraço virtual" já vale, pelo menos você conseguiu demonstrar carinho por aquela pessoa que faz parte de você.
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