sexta-feira, 3 de maio de 2013

Viver ou deixar para mais tarde?


Trecho do livro Divã, de Martha Medeiros:

“Mônica me disse outro dia que sente inveja de mim porque eu não tenho medo de nada. Eu respondi, como assim? Eu morro de medo de um monte de coisas. Diz uma, ela me provocou. Tenho medo da morte, falei. Ah, essa não vale, quem não tem? Já eu tenho medo de cachorro, medo de altura, medo de andar de Kombi, medo de ficar sem dinheiro... Mentira, Mônica, você é valente, esses medinhos aí não contam. E ela: mas nem medinho você tem, criatura. Diz pra mim um.

Lopes, fiquei ali pensando. Medo do escuro? Já tive, hoje não. Medo de avião? Nenhum. E no entanto sinto um medo asfixiante, um medo que não consegui explicar pra Mônica porque não é um medo catalogado, não é assim como um medo de cobra, trovão, seqüestro. Eu teria medo de saltar de pára-quedas, eu acho, mas isso nem se compara com o medo que eu sinto de mim.”

Este trecho sobre medo me fez refletir sobre o medo que tenho sentido de ser eu, pois acho que tenho vivido na sombra de agradar os outros, esquecendo de me agradar, as vezes penso que me perdi e paro pra perguntar quais são meus objetivos, sonhos, essas coisas referente ao futuro e fico bege quando vejo que não tenho uma resposta formada sobre isso.

Acho que além de estar com saúde e que meus filhotes estejam bem, não tenho muitos planos futuros, aliás, eu até tenho, mas acho que deixei que tirassem de mim e vou lutar para reconquista-los e principalmente realiza-los.

Bjs!!

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